O Ministério da Fazenda recebe contribuições para a segunda edição da Taxonomia Sustentável Brasileira (TSB). A primeira etapa está aberta até 20 de novembro de 2026, na plataforma Brasil Participativo. A proposta amplia os critérios ambientais e sociais usados para classificar atividades e investimentos.

Apresentada em Brasília em 20 de outubro, a consulta desenvolve quatro frentes: biodiversidade e ecossistemas; uso sustentável do solo e das florestas; economia circular; e redução das desigualdades regionais e territoriais. Os documentos são propostas em discussão, sujeitas à revisão após a participação pública.

Dois calendários de participação

A primeira etapa começou em 16 de outubro e abrange oito cadernos setoriais, o caderno temático econômico-social e a metodologia. Segundo a Fazenda, a segunda ocorrerá de 9 de novembro a 4 de dezembro, com esquemas de avaliação da conformidade para títulos de dívida e financiamentos e a abordagem de cadeias florestais do caderno da CNAE A.

As contribuições serão examinadas pela governança da TSB para subsidiar o aperfeiçoamento dos textos. O desenvolvimento conta com apoio técnico da GIZ Brasil e da Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP FI).

O que é a taxonomia e por que ela importa

O Decreto nº 12.705, de 31 de outubro de 2025, estabeleceu a TSB como instrumento do Plano de Transformação Ecológica. O sistema utiliza critérios específicos para identificar a contribuição de atividades, ativos e projetos para objetivos climáticos, ambientais e sociais.

O decreto prevê três níveis de avaliação: contribuição substancial para pelo menos um objetivo; ausência de impactos negativos relevantes sobre os demais; e cumprimento de salvaguardas mínimas. A classificação, portanto, exige demonstrar aderência aos critérios aplicáveis a cada empreendimento.

Entre as finalidades previstas estão orientar financiamentos e investimentos, melhorar a informação sobre fluxos financeiros sustentáveis e apoiar a classificação de produtos financeiros. A implementação dos usos pela administração federal é gradativa. A consulta não equivale à aprovação definitiva dos novos critérios nem garante, por si só, crédito, certificação ou benefício fiscal.

Como enviar contribuições

  1. Acesse a página oficial da consulta no Brasil Participativo.
  2. Abra a aba Cadernos e leia os documentos de interesse.
  3. Na página inicial da consulta, escolha o formulário correspondente ao caderno.
  4. Reúna as observações antes de enviar: cada formulário pode ser preenchido uma única vez por CPF.
  5. Use os espaços para até dez comentários. Se necessário, anexe ao final um documento com as contribuições adicionais para aquele caderno. É possível participar de vários cadernos.

Os formulários contemplam agropecuária e atividades florestais; indústrias extrativas; transformação; eletricidade e gás; água, esgoto e resíduos; construção; transporte e armazenamento; serviços sociais/turismo; desigualdades regionais; e metodologia.

Serviço: primeira etapa até 20/11/2026. Responsável: Secretaria de Política Econômica, por sua Subsecretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável. Dúvidas: taxonomiabr@fazenda.gov.br e (61) 3412-2350.

Fontes: Ministério da Fazenda, Brasil Participativo e Decreto nº 12.705/2025. Apuração: 21/10/2026.