
Do compromisso à implementação
ESG na Prática
Como transformar princípios ambientais, sociais e de governança em estratégia, gestão, decisões e resultados.
Ponto de partida Diagnóstico e materialidade Estrutura Governança e estratégia Resultado Implementação e impacto Acesse ESGnaPratica.org
Falar em ESG na prática significa ultrapassar a dimensão das declarações de compromisso e compreender como questões ambientais, sociais e de governança são efetivamente incorporadas às decisões, aos processos, às políticas e à estratégia das organizações.
O ESG se torna concreto quando deixa de ocupar apenas relatórios, apresentações institucionais ou compromissos públicos e passa a influenciar a maneira como uma organização governa, investe, contrata, produz, financia, compra, vende, administra riscos, relaciona-se com pessoas, utiliza recursos naturais, mede impactos e presta contas à sociedade.
Essa passagem do conceito para a implementação constitui um dos principais desafios da agenda contemporânea de sustentabilidade.
Não existe, entretanto, uma fórmula única. Colocar o ESG em prática exige compreender a realidade de cada organização, seu setor, porte, território, modelo de negócio, cadeia de valor, riscos, oportunidades, impactos e públicos relacionados. Uma estratégia consistente precisa partir dessa realidade para definir prioridades capazes de produzir transformação concreta.
ESG na prática é, portanto, integração.
Integração organizacional
ESG precisa conectar dimensões que muitas vezes são administradas separadamente
Sustentabilidade e estratégia
Compromisso e governança
Risco e oportunidade
Metas e indicadores
Decisões financeiras e impactos socioambientais
O que a organização afirma e aquilo que realiza
Do discurso para a gestão
Assumir compromissos é apenas o começo
A expansão internacional da agenda ESG levou milhares de organizações a estabelecer compromissos ambientais, sociais e de governança. Esse movimento representou um avanço importante, mas também revelou uma questão fundamental: compromissos somente produzem transformação quando alcançam a gestão.
Metas climáticas precisam de planos de transição. Políticas de diversidade precisam encontrar correspondência em processos e indicadores. Compromissos com direitos humanos precisam alcançar fornecedores e cadeias produtivas. Programas de integridade precisam funcionar na prática. Objetivos socioambientais precisam ter responsáveis, recursos, métricas e mecanismos de acompanhamento.
Sem respostas consistentes, existe o risco de a agenda permanecer no campo das intenções.
Quais são nossos impactos mais relevantes?
Quais riscos de sustentabilidade podem afetar nossa estratégia?
Onde estão nossas principais oportunidades?
Quem responde por essas questões?
Quais metas foram estabelecidas?
Como serão acompanhadas?
Quais indicadores demonstram evolução?
Como os resultados serão comunicados?
Jornada de implementação
Da compreensão ao aprimoramento contínuo
01Diagnosticar
02Priorizar
03Integrar
04Implementar
05Medir
06Reportar
07Aprimorar
Ponto de partida
O primeiro passo: compreender a organização
Antes de estabelecer metas, é necessário compreender o ponto de partida. Uma estratégia ESG consistente começa por um diagnóstico capaz de identificar características, riscos, impactos, oportunidades, estruturas existentes e lacunas da organização.
Isso exige observar não apenas suas operações internas, mas também o ambiente no qual está inserida. Setor econômico, território, cadeia de fornecedores, perfil dos trabalhadores, consumidores, comunidades, ambiente regulatório, exposição climática, utilização de recursos naturais, estrutura de governança e relacionamento com diferentes partes interessadas podem modificar substancialmente as prioridades.
Por essa razão, ESG não deve ser implementado como uma lista genérica de boas práticas.
Indústria
Pode enfrentar questões relevantes relacionadas a energia, emissões, água, resíduos, segurança do trabalho, operações e impactos sobre o território.
Instituição financeira
Pode precisar concentrar esforços em riscos socioambientais e climáticos da carteira, governança, integridade e financiamento da transição.
Empresa de tecnologia
Pode encontrar maior materialidade em privacidade, segurança da informação, inteligência artificial, capital humano e consumo energético.
Prioridades conectadas à realidade
O ESG começa a ganhar consistência quando as prioridades refletem o setor, o porte, o território, o modelo de negócio, os impactos e as capacidades reais da organização.
Escolhas fundamentadas
Materialidade: identificar o que realmente importa
Nem todos os temas possuem a mesma relevância para todas as organizações. A materialidade auxilia na identificação das questões ambientais, sociais e de governança que merecem maior atenção em determinado contexto.
Esse processo pode considerar riscos e oportunidades relacionados à sustentabilidade capazes de afetar as perspectivas da organização, assim como impactos que suas atividades produzem ou podem produzir sobre pessoas, sociedade e meio ambiente, conforme a abordagem adotada.
O que a materialidade ajuda a evitar
Tentar tratar simultaneamente todas as agendas possíveis ou selecionar prioridades apenas porque determinado tema está em evidência.
O que uma matriz consistente permite
Direcionar governança, recursos, metas, indicadores e ações para os temas que efetivamente possuem relevância. ESG na prática exige escolhas fundamentadas.
Responsabilidade institucional
Governança: quem decide e quem responde?
A implementação de uma estratégia ESG depende de uma pergunta aparentemente simples: quem é responsável por fazê-la acontecer? Sem governança, compromissos tendem a permanecer fragmentados.
É necessário estabelecer responsabilidades, competências, mecanismos de supervisão e fluxos decisórios. Dependendo do porte e da estrutura da organização, isso pode envolver conselho de administração, alta liderança, comitês, áreas de sustentabilidade, riscos, compliance, recursos humanos, jurídico, finanças, operações e outras funções.
Mais importante do que simplesmente criar uma nova estrutura é assegurar que sustentabilidade esteja conectada aos ambientes nos quais as decisões relevantes são tomadas.
Integração decisória
Sustentabilidade nas estruturas centrais
Planejamento estratégico, gestão de riscos, orçamento, investimentos, políticas corporativas, controles e decisões da alta administração.
Responsabilização
Clareza sobre atribuições e acompanhamento
Responsáveis definidos, supervisão, fluxos de decisão, mecanismos de controle, prestação de contas e revisão periódica.
ESG sem governança corre o risco de se transformar em uma coleção de iniciativas desconectadas.
Estratégia e geração de valor
Sustentabilidade precisa conversar com o negócio
Uma das principais evidências do amadurecimento da agenda ESG é sua aproximação com a estratégia. Questões ambientais e sociais podem produzir consequências financeiras, jurídicas, operacionais e reputacionais. Ao mesmo tempo, transformações relacionadas à sustentabilidade podem abrir novos mercados, estimular inovação, ampliar eficiência e criar oportunidades de investimento.
Mudanças climáticas podem afetar infraestrutura, seguros, produção e cadeias logísticas. A transição energética pode modificar custos e modelos de negócio. Transformações demográficas podem alterar mercados consumidores. Novas regulações podem exigir adaptações. Escassez de recursos naturais pode comprometer operações.
Por isso, ESG não deve funcionar paralelamente à estratégia. Precisa conversar com ela.
Implementação por dimensão
Ambiental, social e governança na prática
E
Ambiental na prática
Compreender impactos e dependências ambientais e incorporar essas questões à gestão, às operações, aos investimentos, aos fornecedores, aos produtos e à infraestrutura.
Inventários de emissões Descarbonização Eficiência energética Fontes renováveis Gestão hídrica Resíduos Economia circular Biodiversidade Adaptação climática
S
Social na prática
Observar como a organização se relaciona com trabalhadores, consumidores, comunidades, fornecedores e demais pessoas afetadas por suas atividades.
Condições de trabalho Saúde e segurança Bem-estar Direitos humanos Diversidade Equidade e inclusão Desenvolvimento Acessibilidade Comunidades
G
Governança na prática
Fornecer a estrutura necessária para que compromissos ambientais e sociais sejam implementados, supervisionados, mensurados e aprimorados.
Responsabilidades Supervisão Integridade Controles internos Gestão de riscos Transparência Prestação de contas Proteção de dados Cibersegurança Inteligência artificial
Informação para decidir
Metas, indicadores, dados e evidências
O que não é acompanhado dificilmente pode ser adequadamente administrado. Uma estratégia ESG precisa estabelecer mecanismos capazes de demonstrar se as ações implementadas estão produzindo os resultados esperados.
Isso envolve selecionar indicadores adequados, estabelecer linhas de base, definir metas quando pertinentes, acompanhar evolução e revisar estratégias. Os indicadores devem ser compatíveis com os temas materiais da organização. Mais indicadores não significam necessariamente melhor gestão. O objetivo deve ser produzir informação útil para a tomada de decisão.
Da narrativa à evidência
Dados de sustentabilidade precisam de governança
Afirmações relacionadas à sustentabilidade precisam encontrar correspondência em informações capazes de sustentá-las. Em muitas organizações, uma das maiores dificuldades está na infraestrutura de dados: informações distribuídas entre departamentos, metodologias inconsistentes, ausência de séries históricas ou dificuldades de rastreamento.
COLETAR
Definir fontes, responsáveis e periodicidade.
ORGANIZAR
Padronizar critérios e consolidar informações.
VALIDAR
Verificar qualidade, consistência e rastreabilidade.
UTILIZAR
Transformar dados em decisão, gestão e transparência.
Transparência
Reporte é consequência da gestão não substituto dela
O reporte de sustentabilidade passou por importante processo de amadurecimento. Relatórios que anteriormente possuíam caráter predominantemente narrativo vêm convivendo com demandas crescentes por informações comparáveis, consistentes e úteis para diferentes públicos.
A evolução de padrões e requisitos relacionados à divulgação de informações de sustentabilidade demonstra essa transformação. Mas reportar não deve ser confundido com implementar.
A sequência consistente
A organização compreende seus riscos, oportunidades e impactos; define governança e estratégia; estabelece métricas e metas; implementa ações; acompanha resultados; e então organiza e comunica essas informações.
O risco da sequência invertida
Quando a narrativa vem antes da gestão, surge o risco de construir uma comunicação mais sofisticada do que a estrutura, os processos e os resultados que deveriam sustentá-la.
Além dos limites organizacionais
Cadeia de valor e participação das pessoas
ESG não termina nos limites da organização
Grande parte dos impactos ambientais e sociais pode ocorrer em matérias-primas, fornecedores, logística, prestadores de serviços, distribuidores e outras relações comerciais.
Critérios socioambientais na contratação, avaliação de fornecedores, rastreabilidade, diligência, direitos humanos, integridade e gestão de riscos podem integrar esse processo. Quanto mais complexa e internacionalizada for uma cadeia, maior pode ser o desafio de conhecer e administrar seus impactos.
ESG não pertence a um único departamento
A sustentabilidade torna-se organizacional quando diferentes áreas e níveis compreendem suas responsabilidades e transformam políticas em decisões, processos, investimentos, controles e práticas cotidianas.
Isso exige educação, formação e cultura. Pessoas precisam compreender não apenas quais compromissos foram assumidos, mas por que existem e como se relacionam com suas funções.
Liderança
Compreende implicações estratégicas e assegura direcionamento.
Operações
Transformam políticas em processos e rotinas.
Finanças
Incorporam riscos, oportunidades e investimentos.
Jurídico e compliance
Acompanham obrigações, integridade e controles.
Recursos humanos
Conectam a agenda às pessoas e à cultura.
Compras
Integram critérios ESG à cadeia de fornecedores.
Proporcionalidade
Pequenas e médias organizações também fazem ESG
ESG não é uma agenda exclusiva de grandes companhias. Pequenas e médias organizações também enfrentam questões ambientais, sociais e de governança e participam de cadeias produtivas cada vez mais influenciadas por requisitos de sustentabilidade.
A implementação, entretanto, precisa respeitar proporcionalidade, porte, recursos e complexidade. Uma pequena empresa não precisa reproduzir estruturas desenvolvidas para grandes companhias abertas.
Compreender riscos relevantes
Cumprir adequadamente obrigações
Organizar políticas essenciais
Cuidar das pessoas
Fortalecer integridade
Melhorar eficiência no uso de recursos
Acompanhar indicadores relevantes
Evoluir de forma proporcional
Integrar sustentabilidade às decisões
ESG na prática precisa ser possível. Sustentabilidade que não alcança diferentes portes e setores perde parte significativa de sua capacidade de transformação.
Transformação econômica
Inovação, oportunidades e novos modelos de negócio
ESG não deve ser compreendido apenas pela perspectiva do risco. As transformações ambientais e sociais também criam oportunidades.
Novas tecnologias, energias renováveis, bioeconomia, economia circular, eficiência produtiva, infraestrutura sustentável, finanças verdes e soluções baseadas na natureza são exemplos de áreas que podem gerar inovação, investimentos e novos modelos de negócio.
Organizações capazes de antecipar essas transformações podem encontrar vantagens competitivas e novas oportunidades de geração de valor. A agenda ESG, portanto, também pergunta: onde estão as oportunidades de um modelo econômico em transformação?
Comunicação responsável
Evitar greenwashing e social washing
Afirmações precisam de evidências
Quanto maior a exposição pública da agenda ESG, maior a responsabilidade sobre a comunicação. Organizações precisam assegurar que afirmações relacionadas à sustentabilidade sejam proporcionais às evidências disponíveis.
Metas sem planos, compromissos sem governança, campanhas sem indicadores e declarações ambientais sem fundamento podem comprometer credibilidade e produzir riscos reputacionais, jurídicos e regulatórios.
Comunicação próxima da realidade
O caminho mais consistente é aproximar comunicação e realidade.
Primeiro implementar. Depois demonstrar. Sempre comunicar com transparência.
Melhoria contínua
ESG não é um projeto com data para terminar
Uma organização não conclui sua agenda ESG. Sustentabilidade envolve um processo permanente de identificação, implementação, acompanhamento, aprendizado e revisão.
Novos riscos surgem. Regulações mudam. Tecnologias evoluem. Expectativas sociais se transformam. Evidências científicas avançam. Mercados criam novos requisitos. Uma estratégia ESG precisa possuir capacidade de adaptação.
Por isso, mais importante do que executar uma sequência isolada de projetos é construir governança e cultura capazes de incorporar sustentabilidade continuamente aos processos decisórios.
ESG na prática é integração
A agenda está na forma como decisões são tomadas
Nas decisões de investimento
Na contratação de fornecedores
Nas relações de trabalho
Na gestão dos recursos naturais
Nos controles internos
Na administração dos riscos
Na inovação
No relacionamento com comunidades e consumidores
Na estratégia e na governança
Da intenção ao impacto
O amadurecimento da agenda produz perguntas mais exigentes
O que foi efetivamente implementado?
Quem responde por isso?
Quais recursos foram mobilizados?
Como os resultados são medidos?
Quais impactos foram produzidos?
Quais evidências sustentam as informações divulgadas?
O que ainda precisa melhorar?
Como a agenda influencia decisões reais?
É nesse percurso que o ESG deixa de ser apenas uma sigla e passa a representar uma forma de gestão.
Compromisso, governança e transformação
Não existe sustentabilidade consistente sem implementação
ESG na prática significa transformar compromissos ambientais, sociais e de governança em políticas, responsabilidades, processos, investimentos, metas, indicadores, dados, transparência e resultados.
Significa reconhecer que diferentes organizações possuem diferentes pontos de partida e que a transformação precisa ser construída com estratégia, proporcionalidade e capacidade de execução.
Mais do que demonstrar que uma organização possui uma agenda ESG, o desafio contemporâneo é demonstrar como essa agenda influencia decisões e quais resultados concretos é capaz de produzir. Porque, ao final, o valor do ESG não está na sigla. Está na prática.
Diagnosticar Priorizar Integrar Implementar Medir Reportar Aprimorar
ESG na Prática Da intenção à implementação. Do compromisso à governança. Da estratégia ao impacto.
Uma iniciativa do Instituto Global ESG
Movimento Interinstitucional e Multissetorial ESG na Prática
Uma iniciativa para transformar diálogo, articulação e conhecimento em ação.
Visão sistêmica
Desafios sistêmicos exigem capacidade de integração
A compreensão do ESG como uma agenda que precisa ultrapassar compromissos formais e alcançar a realidade das organizações também está na origem do Movimento Interinstitucional e Multissetorial ESG na Prática, iniciativa do Instituto Global ESG voltada à articulação, ao diálogo e à construção de convergências entre diferentes atores envolvidos com o desenvolvimento sustentável.
O Movimento parte de uma premissa central: os desafios ambientais, sociais e de governança são sistêmicos e, por isso, dificilmente podem ser enfrentados de maneira isolada por um único setor, instituição ou campo do conhecimento.
Mudanças climáticas, transição energética, desenvolvimento econômico, desigualdades sociais, transformação dos mercados, inovação, relações de trabalho, integridade, governança, regulação e financiamento sustentável são agendas que atravessam simultaneamente o Estado, as empresas e a sociedade.
Transformá-las em resultados concretos exige capacidade de integração. É nesse espaço que se posiciona o Movimento.
Duas dimensões complementares
Interinstitucional e multissetorial
Interinstitucional porque os desafios atravessam instituições
A construção do desenvolvimento sustentável exige interlocução entre diferentes estruturas e organizações.
Em vez de compreender competências e perspectivas distintas como estruturas necessariamente separadas, o Movimento busca favorecer ambientes nos quais conhecimentos, experiências e capacidades institucionais possam estabelecer pontos de convergência.
A articulação aproxima quem formula políticas, quem regula, quem produz, quem investe, quem pesquisa, quem fiscaliza, quem implementa e quem vivencia os impactos das transformações.
Multissetorial porque sustentabilidade atravessa toda a economia
Não existe uma única forma de implementar ESG. Indústria, agronegócio, serviços, infraestrutura, energia, mineração, tecnologia, saúde, educação, construção, transportes, mercado financeiro e comércio possuem impactos, riscos, oportunidades e níveis de maturidade distintos.
Ao mesmo tempo, setores diferentes compartilham desafios relacionados a governança, inovação, integridade, transição climática, capital humano, financiamento, cadeias produtivas, regulação e competitividade.
A aproximação dessas experiências permite identificar soluções adaptáveis, compartilháveis e potencialmente replicáveis.
Rede de capacidades
Quem participa da construção do desenvolvimento sustentável
Poder Público
Setor produtivo
Sistema de justiça
Mercado financeiro e de capitais
Universidades e centros de pesquisa
Entidades empresariais e profissionais
Organizações da sociedade civil
Organismos internacionais
Especialistas e pesquisadores
Empresas e investidores
Trabalhadores e comunidades
Instituições reguladoras e de controle
Além das fronteiras organizacionais
ESG é uma agenda compartilhada de desenvolvimento
As decisões de uma empresa repercutem sobre fornecedores, trabalhadores, consumidores e comunidades. Políticas públicas influenciam mercados. Regulações modificam comportamentos empresariais. Instituições financeiras direcionam recursos. Universidades produzem conhecimento. Organizações da sociedade civil identificam demandas e impactos. O sistema de justiça participa da construção e aplicação das estruturas jurídicas que condicionam essas relações.
Existe, portanto, uma rede de interdependências. O Movimento procura atuar justamente nesse espaço de conexão, estimulando uma visão sistêmica na qual sustentabilidade seja compreendida como agenda compartilhada de desenvolvimento.
Da conexão à ação
Integração, articulação e convergência
A transformação de agendas complexas exige mais do que reunir instituições. É necessário criar condições para que diferentes atores consigam integrar conhecimentos, articular capacidades e construir convergências.
01
Integração
Compreender como agendas ambientais, sociais, econômicas, jurídicas, regulatórias e de governança se relacionam.
02
Articulação
Aproximar atores que possuem competências, experiências e capacidades distintas, mas complementares.
03
Convergência
Identificar objetivos e caminhos capazes de permitir iniciativas concretas, mesmo diante da diversidade de perspectivas.
Essas dimensões ajudam a transformar diálogo em capacidade de ação.
Do debate à implementação
Conhecimento precisa dialogar com desafios reais
O Movimento está orientado por uma lógica essencialmente prática. Debates, encontros, estudos e articulações possuem maior capacidade de gerar valor quando conseguem contribuir para decisões, projetos, políticas, instrumentos, metodologias, iniciativas e soluções aplicáveis.
Isso não significa reduzir a complexidade das discussões. Significa assegurar que o conhecimento produzido seja capaz de dialogar com os desafios reais enfrentados por organizações e instituições.
Nesse sentido, ESG na Prática representa uma mudança de perspectiva: da sustentabilidade exclusivamente declaratória para a sustentabilidade incorporada às estruturas de decisão, governança e implementação.
Pluralidade e cooperação
Um espaço para diferentes perspectivas
O caráter interinstitucional do Movimento pressupõe pluralidade. Organizações públicas e privadas podem possuir objetivos distintos. Setores econômicos enfrentam desafios diferentes. Especialistas podem divergir sobre caminhos regulatórios, econômicos ou metodológicos. A sociedade reúne múltiplas demandas e perspectivas.
A construção de convergências não pressupõe eliminar essas diferenças. Ao contrário, ambientes qualificados de diálogo são importantes justamente porque permitem que diferentes perspectivas sejam apresentadas, confrontadas e compreendidas.
O objetivo é estimular uma cultura de cooperação capaz de reconhecer divergências e, ao mesmo tempo, identificar áreas nas quais seja possível construir soluções compartilhadas.
Instituto Global ESG Conhecimento, diálogo, articulação e desenvolvimento de iniciativas para transformar princípios em ação.
Origem institucional
Uma iniciativa do Instituto Global ESG
O Movimento Interinstitucional e Multissetorial ESG na Prática é uma iniciativa do Instituto Global ESG.
O Instituto atua como espaço de promoção do conhecimento, diálogo, articulação e desenvolvimento de iniciativas relacionadas à sustentabilidade, à governança e ao desenvolvimento sustentável, buscando aproximar diferentes atores e perspectivas em torno dessas agendas.
Por meio do Movimento, essa vocação ganha uma dimensão especificamente voltada à articulação interinstitucional e multissetorial, com foco na transformação dos princípios ESG em práticas, instrumentos e iniciativas capazes de produzir resultados concretos.
Comunicação e conhecimento
Portal Global ESG e Rede Global ESG de Comunicação como parceiros de mídia
O Portal Global ESG e a Rede Global ESG de Comunicação atuam como parceiros de mídia do Movimento Interinstitucional e Multissetorial ESG na Prática, contribuindo para ampliar a circulação de informações, conhecimentos, debates, experiências e iniciativas relacionadas às agendas acompanhadas pelo Movimento.
Essa parceria permite utilizar diferentes linguagens e plataformas para documentar, contextualizar e ampliar o alcance das discussões. A comunicação assume uma função estratégica: transformar conhecimento produzido em diferentes ambientes em informação capaz de circular, gerar reflexão e alcançar novos públicos.
Jornalismo digital
Notícias, reportagens, entrevistas e análises.
Publicações
Organização e aprofundamento do conhecimento.
Audiovisual
Programas, debates, entrevistas e registros.
Podcasts
Conversas aprofundadas e séries especiais.
Boletins
Curadoria e acompanhamento informacional.
Fotografia e distribuição
Memória visual e ampliação do alcance.
Governança da comunicação
Parceria de mídia e independência editorial
Atuação institucional
O Movimento Interinstitucional e Multissetorial ESG na Prática constitui uma iniciativa institucional do Instituto Global ESG. Conteúdos produzidos especificamente para sua comunicação devem ser identificados conforme sua natureza quando necessário à adequada compreensão pelo público.
Atividade jornalística
A cobertura do Portal permanece submetida aos próprios critérios editoriais, incluindo interesse público, relevância, precisão, contextualização, pluralidade, transparência e independência. A parceria de mídia não transfere controle editorial.
Essa distinção fortalece simultaneamente a atuação institucional do Movimento e a credibilidade editorial do Portal.
Comunicação para ampliar impacto
Conhecimento precisa ultrapassar os ambientes nos quais foi produzido
Uma discussão realizada entre especialistas pode contribuir para outros setores. Uma experiência desenvolvida por determinada organização pode inspirar novas soluções. Um estudo pode subsidiar decisões. Uma iniciativa local pode adquirir relevância nacional. Uma boa prática pode ser conhecida, analisada e adaptada.
É nesse processo que a comunicação se conecta à própria ideia de ESG na prática. Não apenas como instrumento de divulgação, mas como mecanismo de circulação do conhecimento, construção de memória, ampliação do diálogo e conexão entre atores.
Uma agenda construída por conexões
Movimento Interinstitucional e Multissetorial ESG na Prática
A transição para modelos de desenvolvimento mais sustentáveis não será resultado de uma única organização, política ou tecnologia. Ela depende da capacidade de diferentes atores compreenderem seus papéis e construírem respostas compatíveis com a complexidade dos desafios contemporâneos.
O Movimento nasce dessa compreensão: uma iniciativa do Instituto Global ESG, construída a partir da articulação entre diferentes instituições, setores e conhecimentos, com o Portal Global ESG e a Rede Global ESG de Comunicação como parceiros de mídia.
Porque colocar ESG em prática também significa conectar quem pensa, quem decide, quem implementa, quem transforma e quem é impactado pelas decisões.
Acessar ESGnaPratica.org Conhecer a FPESG Conhecer o Instituto Global ESG
Integração. Articulação. Convergência. Implementação. Impacto.
Notícias relacionadas


No Migalhas, Alexandre Arnone e Sóstenes Marchezine analisam nova norma internacional que leva os ODS à gestão das organizações

Ana Clara Moura integra time de mentoras do projeto Lobby Jovem

Kofi Annan: oito anos de um legado que permanece

EPICENTRO analisa cooperação entre ONU e ISO e nova arquitetura internacional para implementação dos ODS

EPICENTRO estreia com análise inédita sobre a nova fase do reporte de sustentabilidade e propõe leitura estratégica das transformações institucionais no Brasil

Escritório Gabriela Rollemberg e Pedreira Advocacia passa a integrar oficialmente o Movimento Interinstitucional ESG na Prática

Conexões estratégicas na 1ª Conferência Nacional dos ODS aproximam Instituto Global ESG e Sebrae para ampliar agenda nacional de sustentabilidade

Alunos da FGV Brasília realizam visita técnica à Embrapa e aprofundam conhecimento sobre o Programa Embrapa ESG na Prática

Estudo sobre a trajetória regulatória do reporte de sustentabilidade é apresentado ao Ministro Jorge Messias em audiência institucional na AGU

TV Global ESG promove Podcast Especial sobre ESG, Resoluções CVM nº 193/2023 e 244/2026, IFRS S1 e S2 e os rumos do reporte de sustentabilidade no Brasil

O legado de Kofi Annan e o desafio do ESG na prática: por que a Conferência Nacional dos ODS pode marcar uma nova etapa do desenvolvimento sustentável no Brasil

Ivan Sartori e Kauy Aguiar visitam o Salão Nobre Kofi Annan no Instituto Global ESG, em Brasília

Advocacia Brasileira na Conferência Nacional dos ODS reúne representantes de seccionais da OAB de todas as regiões do país e consolida agenda nacional de sustentabilidade no CFOAB

“São nossos parceiros mais antigos e mais longevos na pauta da sustentabilidade”, afirmou Guilherme Feliciano na COP30; nesta quarta-feira, Instituto Global ESG homenageia conselheiro após encerramento de ciclo no CNJ

Ana Clara Moura destaca construção coletiva do Marco Regulatório do ESG e defende articulação nacional para implementação da Agenda 2030

Guilherme Feliciano recebe título de “Guardião do ESG, da Sustentabilidade e da Responsabilidade Social no Sistema de Justiça Brasileiro”

Deputado Flávio Nogueira defende marco regulatório do ESG e segurança jurídica para transformar sustentabilidade em política pública

Conselheiro do CNJ, Guilherme Feliciano, autografa publicação do relatório executivo do MRESG em encontro institucional no Instituto Global ESG

Instituto Global ESG lança edital para obra coletiva sobre ESG na prática e homenageia legado de Kofi Annan

Instituto Global ESG celebra os 53 anos da Embrapa e destaca protagonismo sustentável na transformação do agro brasileiro

Canal Rural destaca avanço do ESG no agro e posiciona programa da Embrapa como referência nacional

FGV e Instituto Global ESG aprofundam cooperação acadêmica com aula da Embrapa sobre implementação prática do ESG

Instituto Global ESG e FGV promovem encontro com especialista da Embrapa sobre aplicação prática do ESG no setor público
Continue explorando
Conteúdos relacionados
REDE GLOBAL ESG DE COMUNICAÇÃO
Informação, conhecimento e conexão.
Acompanhe as notícias e explore as agendas de sustentabilidade, responsabilidade social e governança.
Acompanhe as notíciasExplore o portal
